Poesia!

A adolescência é uma fase complicada: muitas mudanças (internas e externas) vários conflitos (internos e externos) e aquela conhecida sensação de estar travando uma luta em vão contra o resto do mundo. Prefiro não revelar quantos anos já se passaram desde que fui obrigado a passar por isso, mas posso afirmar que eu sempre fui um "aborrescente" tranquilo, nunca fiz o estilo rebelde sem causa. Sempre gostei muito de ler, inclusive poesia. Sim, poesia!!! Contudo, com o passar do tempo e as mudanças inerentes a ele, não sei dizer exatamente o porquê mas perdi o interesse em ler poemas. Talvez por tentar visualizar a vida de uma forma mais objetiva. Porém, hoje (insisto em não revelar a quantidade de anos já decorreram desde então) tudo mudou novamente...recuperei minha antiga simpatia por poesia. Talvez as mudanças não ocorram somente na adolescência mas perdurem pelo resto de nossa vida! O fato é que agora percebo que a subjetividade da poesia pode ser uma forma agradável e reveladora de vislumbrar o mundo. Um poema é uma possibilidade aberta e um convite à imaginação do leitor. Cada poema é único. Deixo agora um poema para que todos que visitarem meu blog possam apreciar e refletir.
Canção de outono
Perdoa-me, folha seca,
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,
e até do amor me perdi.
De que serviu tecer flores
pelas areias do chão
se havia gente dormindo
sobre o próprio coração?
E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando aqueles
que não se levantarão...
Tu és a folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
E vou por este caminho,
certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...
(Cecília Meireles)
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,
e até do amor me perdi.
De que serviu tecer flores
pelas areias do chão
se havia gente dormindo
sobre o próprio coração?
E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando aqueles
que não se levantarão...
Tu és a folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
E vou por este caminho,
certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...
(Cecília Meireles)

1 Comments:
At August 06, 2006 3:43 PM,
Imediata said…
Primeira a comentar, primeira a comentar!!! Adorei o blog, o nome dele, inclusive. Qdo vc aprender a linkar para outros blogs, me ensine e linque o meu. Beijocas, parabéns e atualize sempre que possível. O endereço já tá salvo nos meus favoritos, ok?
Cíntia T.
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